Quando usar virgula depois do "mas"

Há um costume de sempre se empregar uma vírgula depois da conjunção “mas”.
Para algumas pessoas, isso é automático: usou “mas”, vírgula!
No entanto, nem sempre essa conjunção adversativa é acompanhada de vírgula. A obrigatoriedade da vírgula só existe quando ela liga orações de um mesmo período:

  • Ele falou muito, mas não disse nada. 
  • Saiu cedo, mas chegou tarde. 
  • Come muito, mas não engorda. 

Note que, nesse caso, a vírgula sempre vem antes de “mas”. A vírgula, porém, é facultativa quando esse “mas” localizado no meio do período tem valor aditivo (equivale a “e”):

  • Não só o pai mas também o filho viajaram. 
  • Não só o pai, mas também o filho viajaram. 

Quando a conjunção “mas” aparece no início do período, a conversa é outra. Aqui, só haverá vírgula depois dela se houver uma frase intercalada separando-a do resto da oração da qual ela faz parte.

Observe os exemplos: 

  • Mas, apesar dos esforços, a meta não foi alcançada. 
  • Mas, reconhece o ministro, o Brasil precisa economizar mais energia. 
  • Mas, se o quadro não for alterado, o apagão é inevitável. 

Veja que em todos os exemplos aparece uma frase entre vírgulas. Esse detalhe é muito importante, porque uma única vírgula depois do “mas” que inicia período é indicativo de erro. Isto é, se não forem duas vírgulas, a pontuação provavelmente estará equivocada.

Laércio Lutibergue
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